#001 Saindo da rotina

Estar há 12 anos em um relacionamento onde, o maior prazer que eu sentia era quando meu marido ia deitar e, apenas falava-me “boa noite”, estava se tornando para mim insuficiente.

Desde quando isso acontecia? Desde sempre. No início do nosso namoro eu sempre fui mais ousada, fazia o clima esquentar até ele não ter outra opção a não ser: me comer. Antes de ficar com ele, eu havia vivido um relacionamento onde sexo, era tudo: tudo mesmo, por isso não deu certo. Não dá para sustentar um relacionamento onde nada mais entre os dois se encaixa a não ser, o sexo.

No início, quando eu comecei a namorar o meu marido, como eu vinha lhes contando, eu era muito fogosa. Com o tempo isso mudou, acostumei-me a ficar sem sexo. Às vezes, bem às vezes, tipo umas duas vezes por mês, ele queria sexo. E eu não queria mais. Quando ele estava dentro de mim, eu só queria que ele terminasse logo e saísse dali. Por isso o meu alívio, toda vez que ele deitava na cama ao meu lado e apenas desejava um “boa noite”. 

Eu estou com 36 anos e há um ano, estava sim, pensando em me separar do meu marido, aliás, essa ideia já havia passado pela minha cabeça um milhão de vezes, provavelmente. Mas, todo o resto no nosso relacionamento era bom: nossa harmonia, nossos planos, objetivos de vida, nossos bens construídos no tempo de relacionamento eram coisas que me faziam ficar. 

Porém, no início do ano de 2020, comecei algo em minha vida que foi um divisor de águas. Me apaixonei por outra pessoa. Sentia-me tomada por aquele sentimento e tudo que eu queria era vivê-lo. E meu corpo, esse já não era meu, tampouco do meu marido, que estava totalmente alheio ao que eu queria fazer.

Eu conheci um rapaz na academia onde me exercitava. Seu nome é Eduardo e, ele é cinco anos mais jovem que eu. Na academia, que fica a 50 metros da minha casa, enquanto fazia uma corrida na esteira a 9 km/h avistei ele chegando. Na hora eu senti atração por ele. Fiquei olhando-o enquanto ele treinava. Ele não tinha o corpo fortão, malhado, sabe? Ele é grande, magro na proporção certa que me atrai e tinha algo que o deixava mais sensual e misterioso: uns óculos de grau. Isso mesmo! Ele também tinha a barba grande o que junto com os óculos não me permitia ver suas feições como eram realmente, mas o que eu vi já foi suficiente para chamar a minha atenção. 

Um mês após a primeira vez que o vi, tive coragem para conversar com ele. No início foi estranho, ele parecia arredio, só abria a boca para falar comigo quando eu lhe fazia alguma pergunta e era sempre sucinto.

A essa altura, eu já havia pedido um tempo ao meu marido. Ele tinha saído de casa de forma tranquila, afinal, as coisas não estavam ruins entre nós, só na minha opinião. Ele também parecia exausto da nossa relação.

Um dia, eu estava com muito tesão, depois de passar um tempo observando Eduardo enquanto ele malhava e decidi tentar uma aproximação com ele, mais uma vez.

— Eduardo, você está de carro? Poderia me dar uma carona para casa? — Falei, ainda imaginando na minha cabeça o que eu diria a seguir, pois a minha casa ficava, praticamente, ao lado da academia.

— Onde você mora? — Perguntou-me, desconfiado. Ele já havia percebido que eu queria dar para ele e, fazia-se de rogado.

— Bem, na verdade eu preciso ficar no supermercado, que fica a alguns minutos daqui, se você puder me deixar lá, vai me ajudar bastante. — Foi o que consegui dizer, tentando não dizer para ele “me coma, me fode” como eu realmente queria. 

— Está bem.

Ele concordou e eu fiquei com dor no estômago de tanta ansiedade. Eu, uma mulher recém separada de um casamento de uma vida, estava fazendo uma coisa daquelas para transar com um homem que nem conhecia. Mas, depois de conhecer Eduardo meu desejo sexual aflorou e eu estava enlouquecendo de desejo por ele.

Quando entramos no carro, ainda estava pensando quais seriam as minhas próximas palavras que eu diria para não ir direto ao que eu queria, mas não precisei inventar mais nada pois ele deu partida no carro em silêncio, e quando abri a boca para falar ele me mandou calar.

Levou-me para um prédio que também ficava perto da academia. Quando parou o carro eu fiquei confusa.

— Tudo bem, Larissa. Hoje você terá o que tanto deseja — Ele disse-me, claramente me devorando com o olhar. Ele havia tirado os óculos e eu pude ver suas pupilas escuras. Fiquei arrepiada e o acompanhei, calada.

Eu não sabia o que dizer, pois falar para ele que queria que ele me comesse poderia soar vulgar, mas negar também seria mentira e essa mentira, eu não estava a fim de contar.

Assim que entramos no apartamento ele me agarrou me prensando contra a porta, olhou-me enquanto roçava seu pau na minha buceta por cima de nossas roupas. Estávamos suados, dos exercícios na academia e pensei em pedir a ele para tomar um banho antes, mas ele não me deu tempo para pensar em nada que não fosse sentir seu pau me alargar com força a partir dali. Eu estava gemendo já, sem nem ter sentido a pele do seu pau tocar em mim. 

Ele me levou para um quarto, onde tinha uma cama grande e sem demora arrancou a minha roupa. Nem parecia o cara meio nerd e tímido que parecia ser na academia, ali ele era um homem feroz. Quando dei por mim, eu estava com minhas mãos amarradas com uma corda na cabeceira da cama. Ele me olhava com desejo e eu, apesar da situação peculiar, estava louca para que ele viesse para cima de mim e me fizesse gozar bem gostoso.

— Diga-me o que você tanto quer de mim, Larissa. 

— Eu quero você. — Respondi-o. Ele balançou a cabeça e sorriu.

— Que romântica. “eu quero você”, isso eu já sei. 

Agora ele veio para cima de mim, ainda vestido com toda a roupa que estava e aproximou-se do meu ouvido, sem tocar em meu corpo.

— Quero que me diga, o que quer que eu faça com você. Quero que me dê os detalhes, só assim farei o que quiser, acha que consegue? 

— Sim! — Respondi mais rápido do que pensei em responder, mas eu estava muito excitada, necessitada por um bom sexo, e eu só queria ser bem fodida, bem comida ao menos uma vez por ele. — Quero que você transe comigo, quero te sentir em mim…

— Não, não…assim não vai dá! Quero os detalhes, Larissa, os detalhes. — Ele me interrompeu, parecendo impaciente. 

— Quero que me foda, quero que beije a minha boca, que chupe os meus seios, que coloque o seu pau dentro da minha buceta e só pare, quando me fizer gozar, bem gostoso. — Falei não me contendo de desejo. Ele já estava me vendo nua, só de calcinha e top e eu queria vê-lo nu também…— Quero que você tire a sua roupa, quero ver seu corpo nu, seu pau bem duro…quero chupá-lo… quero …

— Agora sim…agora você está me incentivando, querida. — Ele disse passando uma mão pelos meus braços que estavam presos. Eu me contorci, ansiando que ele descesse a mão para os meus seios, e para o centro das minhas pernas. Ele avançou em minha boca e finalmente, levou uma mão diretamente para um dos meus seios e apalpou-o com força por baixo do meu top. — Você quer saber o que eu quero de você? — Parou o beijo e perguntou-me.

Eu gostaria que em vez de me falar ele partisse logo para a ação, mas ele parecia querer fazer algo a mais comigo. Para começar, eu ainda não havia entendido para que ele tinha me amarrado.

— Você não deveria ter dado em cima de mim, Larissa. Agora é tarde demais para você voltar atrás. — Ele disse isso e pulou da cama, tirou a roupa, ficando completamente nu. Seu pau estava esticado para a frente, meio duro e era grande, veiúdo e grosso. Arfei ao vê-lo e senti mais vontade de tê-lo logo dentro de mim. Ele afastou-se e logo voltou com algo na mão. Quando olhei para aquilo, abri a boca com uma surpresa: era um objeto que não consegui identificar o que é, antes que eu pudesse falar algo ele meteu aquele negócio em mim, fundo, com força. Eu abri mais a boca, pois a sensação foi boa. Quando o objeto começou a vibrar dentro de mim eu entendi que era um vibrador.

“Por que eu não tinha comprado um daqueles para mim antes?” Eu perguntei-me alguns dias depois. 

— É só uma forma de você ir se cuidando, enquanto eu tomo um banho. — Ele disse-me e se retirou deixando aquele pau de mentira — mas que me causava sensações de verdade — enfiado em mim. Senti vontade de me mexer, tirar e depois colocar de novo o brinquedo, movimentá-lo como se estivesse em uma foda, mas com minhas mãos amarradas, eu não conseguia.

Apertei as pernas, o que dava uma fricção maior do objeto da minha buceta, e mesmo com sua vibração não estava sendo suficiente. Eu estava cada vez mais excitada. Da cama onde eu estava, ouvi o barulho da água do chuveiro enquanto ele tomava seu banho e torci para que ele acabasse logo e voltasse para me socorrer. 

Não sei por quanto tempo eu fiquei ali, até ele aparecer na minha frente. Mas quando veio, senti meus músculos ainda mais tensos, ansiosos por ele. 

— Por favor, faça alguma coisa aqui. — Pedi-lhe. Ele não disse nada, apenas veio para cima de mim, como eu gostaria que ele tivesse feito desde o início, e moveu o objeto dentro de mim. Tirou um pouco e depois colocou de novo.

Vi seu pau ficando cada vez mais duro e estava a ponto de chorar para que ele substituísse o brinquedo por aquele seu pau grande. Para a minha surpresa, não resisti e explodi em um orgasmo maravilhoso que a muito tempo não sentia. Eduardo só me olhava com um olhar cada vez mais lascivo.

Em seguida, pegou um travesseiro e colocou embaixo da minha bunda, deixando-me ainda mais exposta a seu olhar. Ele retirou o objeto da minha buceta, o que me causou um vazio, e devagarinho, foi enfiando aquela coisa no meu cu. Estremeci e tentei fechar as pernas quando ele começou a fazer isso, mas ele segurou-as, e me olhou com um olhar de reprovação.

Ele ia molhando aquela área com minha excitação da buceta que estava escorrendo, e após uma dor aguda, naquela região quando ele enfiou todo o objeto, eu senti que aquilo era melhor do que tudo o que eu já fiz na vida. Eduardo continuou me bolinando, enfiando três dedos na minha buceta enquanto movimentava o objeto no outro buraco. 

— Eu vou gozar… de novo. — Falei, atingindo outro orgasmo com seus dedos me fodendo a boceta e aquele vibrador todo atolado na minha bunda. 

— Isso, putinha, não é isso que você queria?! Agora, você vai provar um cacete de verdade nessa tua buceta e vai esquecer do seu nome quando eu te fizer gozar com ele nos seus buraquinhos apertados. — Ele me disse e quase senti outro orgasmo só com as palavras sujas dele. O senti substituindo seus dedos por seu pau, e foi forte. Ele deixou o brinquedo dentro de mim e agora estava com as duas mãos apoiadas na cama, entrando e saindo da minha buceta com força.

Eu pensei que fosse morrer de tanto desejo, tanto prazer que senti. Eu tive orgasmos múltiplos e, ainda assim, minha vontade de continuar exatamente como estava — preenchida na frente e atrás — com ele me fodendo estava a todo vapor. Quando ele gozou, soltou um gemido gutural, como se fosse um bicho e aquilo me excitou mais. 

Ele me desamarrou e me ajudou a tomar um banho, eu estava arregaçada, depois que meu corpo esfriou, eu senti-me toda dolorida. 

Mas, aquilo me deixou viciada. Foi tão louco, tão bom, que eu continuei atrás do Eduardo. Ele às vezes, me atende quando estou a ponto de enlouquecer. Mas deixa sempre claro que não temos nada além desses momentos. Ele me leva para o seu apartamento e judia de mim, e me faz sentir orgasmos tão incríveis que eu não sei, se serei capaz de voltar a sentir, fazendo um sexo convencional.

Eduardo, já me apresentou alguns outros objetos e, eu até comprei um depois disso o (El Professor) da Sexify. Adoro me estimular com ele e já descobri várias áreas erógenas no meu corpo que nem fazia ideia que existiam. El Professor e eu temos uma relação de pura confiança e liberdade.

Meu ex-marido e eu, temos conversado. Penso em apresentar para ele meu novo parceiro (El Professor) e quem sabe, ele goste e possamos melhorar nossa relação ou até mesmo, salvar nosso casamento.